GOU e GPP

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Promovendo a dignidade humana e a voz cristã no âmbito público, da Zenith

Instituto apoia políticos católicos “nas trincheiras”
Promovendo a dignidade humana e a voz cristã no âmbito público
Por Edward Pentin

ROMA, segunda-feira, 4 de abril de 2011 (ZENIT.org) - Já que a cristãofobia continua se expandindo e a doutrina da Igreja está se tornando um tabu na política do Ocidente, como os políticos cristãos podem se atrever a falar em defesa da fé?
A resposta pode estar no Instituto "Dignitatis Humanae". Fundado há apenas dois anos por um pequeno grupo de parlamentares e políticos europeus católicos, este organismo é composto por vários grupos de trabalho de vários parlamentos, que se dedicam a difundir seu ponto de vista pelo mundo inteiro.
Seu objetivo, de acordo com Benjamin Harnwell, presidente e fundador do Instituto, é converter-se em uma plataforma através da qual os políticos cristãos possam apresentar, de uma maneira melhor, respostas coerentes, moderadas e orientadas ao número crescente de leigos radicais e extremistas da vida pública.
"A parceria entre esses grupos de trabalho não é uma federação ou uma confederação, mas sim um comboio ou frota - disse Harnwell. A maneira pela qual os militantes leigos trabalham é recrutando pessoas-chave através de uma mistura de intimidação, difamação e assédio; por isso estamos reunindo pessoas que se sentem conscientemente parte deste comboio, para que não se sintam isoladas e expostas a esse tipo de ataques de franco-atiradores."
O Instituto está atualmente criando um escritório internacional em Roma, além de sua sede no Parlamento Europeu, o que ajudará a coordenar estes grupos de trabalho. Os princípios básicos deste Instituto são definidos na sua "Declaração Universal da Dignidade Humana", elaborada originalmente por Harnwell, um membro do Parlamento irlandês, Gay Mitchell e um membro do Parlamento britânico, Nirj Deva.
A declaração tem três princípios fundamentais: que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus; que esta imagem é inerente a todo ser humano, sem exceção, da concepção à morte natural; e que a maneira mais eficaz de proteger este reconhecimento é através da participação da fé cristã em público.
Um fator-chave de motivação para o Instituto é que no âmbito público se espera que os cristãos mantenham a sua fé em privado, mas não é esperado isso de nenhum outro. "Ninguém sugeriria a um ateu, maçom, socialista ou capitalista que escondesse seus princípios mais importantes - disse Harnwell -, já que, ao contrário dos cristãos - e de outras comunidades de crentes -, não se espere que eles se tornem ‘atores neutros'."
O presidente do instituto também lamenta que os governos, por exemplo, se esforcem em falar do contributo positivo que muçulmanos dão à sociedade, mas raramente falem do bem que os cristãos oferecem. Ele afirma que esse alto grau de intolerância ideológica, especificamente contra os cristãos, está crescendo. Citou em especial o caso dos proprietários cristãos de um ‘Bed&Breakfast' que negaram um quarto para um casal homossexual. "Isso nunca teria acontecido 10 anos atrás", disse Harnwell, nativo de Leicestershire, na Inglaterra. "Esses casos de teste, que começaram na periferia da curva de Gauss, após uma geração, estão no seu centro."
Os crentes não precisam se impor
Harnwell teve a ideia de criar o instituto depois de que o político italiano Rocco Buttiglione foi obrigado a rejeitar a sua nomeação como comissário para a Justiça, Liberdade e Segurança da União Europeia, por expressar seu ponto de vista católico sobre a homossexualidade e as mulheres.
"Ele foi rejeitado, dito por um socialista britânico do Parlamento, não pelo que ele disse, mas falar como um católico - afirmou Harnwell. Pela primeira vez, percebi a condição imposta às figuras públicas: despojar-se de sua condição de cristãos, para serem aceitas em um ambiente secular militante."
Harnwell conservou esta ideia no fundo de sua mente, enquanto trabalhava como assistente de Deva, no Reino Unido. "Quando, depois de alguns anos, eu me mudei para Bruxelas, senti que estava em posição de fazer algo sobre isso, mas não sabia o que exatamente", lembra ele. Foi a esposa de Deva, Indra, que o encorajou a fazer algo relacionado à Igreja e ao cristianismo.
Mais tarde, dedicou-se à criação de uma espécie de fórum para "cristãos ativos na vida pública", e uma das coisas que se pretendia era que o assunto de Buttiglione não voltasse a acontecer. "Então foi quando meu chefe, Nirj Deva, aconselhou-me falar com Gay Mitchell, ex-ministro europeu e muito respeitado membro irlandês do Parlamento, com quem havíamos trabalhado no Comitê de Desenvolvimento, para pedir-lhe que assumisse a liderança política desta iniciativa", disse.
Nirj Deva, que é presidente do Comitê Internacional do Instituto da Dignidade Humana, tem muitas esperanças depositadas neste novo organismo. "Minha filosofia política se formou durante a Guerra Fria, e ainda me sinto afetado pelo caráter desumano dos regimes ideológicos que negam a dignidade humana no indivíduo, em favor do coletivo - disse. Não é por acaso que os experimentos totalitários do século XX tenham sido decidida e resolutamente opostos à fé cristã. Portanto, considero a Declaração Universal da Dignidade Humana essencial para a promoção da paz e da prosperidade do século XXI."
Até agora, o instituto recebeu uma resposta positiva, mas seus fundadores não se iludem, já que o caminho será longo e terá muitos desafios. "Demorará uma geração e só estamos no segundo ano", afirmou Harnwell. Mas ele espera que, à medida que os grupos parlamentares forem se colocando em marcha nas legislaturas do mundo inteiro, sua efetividade crescerá.
Vários importantes políticos cristãos estiveram muito contentes por colocar seu nome nesta nova empresa: o cardeal Renato Martino, ex-presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, é o presidente honorífico. Rocco Buttiglione e Otto de Habsburgo são patrocinadores.
Enquanto isso, os grupos de trabalho já estão em marcha em diversos países e instituições, inclusive na Itália e na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. O respeitado ativista pró-vida Lord Alton, de Liverpool, criou o grupo de trabalho do Reino Unido, no qual Alveda King foi orador convidado, e o político católico britânico, Iain Duncan Smith, foi convidado de honra. O organismo espera criar um grupo de trabalho nos Estados Unidos no final deste ano, sob a direção do congressista Chris Smith.
Era de céticos
Falando com ZENIT, o cardeal Martino disse que "estava muito contente" diante da iminente abertura do novo escritório internacional do Instituto de Roma.
"É importante - de fato, eu diria que é necessário - promover o reconhecimento da infinita dignidade do homem, baseada no fato de que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus - afirmou. Isso é o que a Declaração Universal da Dignidade Humana, base intelectual do nosso trabalho, estabelece muito bem. Eu disse em outros lugares que devemos dar graças a Deus por este presente, por ter-nos feito à imagem e semelhança sua. Porque este grande dom vai direto ao coração da nossa fé."
Mas o cardeal recorda que também é muito importante que os católicos tenham credibilidade nesta era de céticos, "para dar tantos frutos, de acordo com este princípio, quanto for possível". Portanto, disse que esperava passar sua aposentadoria gastando suas energias como presidente honorífico "focado no lado humanitário da promoção da dignidade humana, especialmente nos direitos das crianças deste mundo em desenvolvimento".
Os fundadores do instituto insistiram em que seu objetivo não é o proselitismo nem qualquer forma subversiva, mas que foi criado devido ao crescimento da intolerância leiga com relação aos cristãos de todas as confissões. "Só pedimos um maior espírito de respeito e tolerância, que é o que se dá àqueles com pontos de vista radicalmente diferentes dos nossos", disse Harnwell.
No entanto, apesar de que os políticos cristãos que não têm medo serão essenciais para deter esta corrente de cristianofobia, o instituto tem uma aspiração maior. "A cultura precisa voltar a ser cristã novamente, porque, dessa maneira, será a própria cultura que limitará os extremismos presentes nela - afirmou Harnwell. Um pequeno grupo de membros do Parlamento não pode fazer isso e, se tentássemos, poderia ser contraproducente. O que se necessita é uma re-evangelização da cultura."
Quem quiser, pode apoiar o instituto por meio da sua assinatura na Declaração Universal, no site http://www.dignitatishumanae.com.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Partilha do GPP Ilha Solteira: fé - a resposta do homem a Deus‏

Queridos amigos e amigas,

Paz de Jesus!

Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra? Lc 18, 8b

No GPP Ilha Solteira, estamos estudando a Primeira Parte do Catecismo da Igreja católica - A Profissão de Fé.

Depois de refletirmos sobre a capacidade do homem conhecer a Deus pela razão e o modo como Deus se revelou à humanidade, chegamos na nossa resposta a este gesto amoroso de Deus: a fé.

Quanto mais aprofundamos nas riquezas da doutrina católica, mais descobrimos que nada sabemos e tocamos no mistério com temor e tremor. Como é maravilhosa e preciosa a doutrina cristã! Quantas respostas à nossa sede de verdade temos encontrado e também quantas novas questões tem se levantado! Estamos reaprendendo a crer e a professar a nossa fé.

Ontem, 31/03, refletimos, especificamente, sobre o "Eu creio-nós cremos".

O primeiro aspecto que nos chamou a atenção foi a "obediência da fé". Adentramos na diferença entre o crer e o acreditar. E o Catecismo nos dá dois exemplos maravilhosos de fé, Abraão e Maria. Crer envolve a vida inteira, inteligência e vontade.

Quando entramos no "Sei em quem coloquei a minha fé", Michael fez uma pergunta fabulosa a cada um sobre o que nos faz crer no que cremos, o que nos faz crer na Trindade.

Foi muito bom, resgatar a história de fé de cada um dos presentes e ver cada um dando as razões de sua fé.

Vimos que ainda vivemos pouco a dimensão trinitária de nossa fé.

Michael enfatizou as relações entre a fé e a inteligência e fé e ciência.

No tópico sobre a necessidade da fé, nos questionamos sobre se os que não creem podem ser salvos e se aqueles que não creem mas fazem atos de amor podem ser salvos. Aí a conversa foi longe rsrsrs Tivemos de nos questionar sobre o que era a própria salvação.

Neste sentido, segue um fantástico link do Pe. Paulo Ricardo. Confiram!

Em seguida, partilhamos sobre o "nós cremos", e lembramos que a fé é um ato pessoal, mas comunitario. Nós recebemos a fé da Igreja e a professamos nela. A fé é um ato pessoal, mas não individualista. Hoje se ouve muito o discurso do "eu creio, mas rezo lá em casa. Não preciso da Igreja". 

Na dimensão pessoal, hoje, cada um constrói sua fé segundo a seu desejo criando um mercado religioso, onde posso unir o crer em Jesus com o acreditar em cristais, horóscopos e reencarnação. O protestantismo elevou isso a enésima potencia com sua interpretação pessoal da Bíblia e o principio do sola escriptura. Isto nega a própria essencia do cristianismo e do crer na Trindade. Se Deus é um, mas não é sozinho, então, a vida verdadeira é relacional, não é solitária, individualista, egoista, fechada em si mesma.

Coletivamente, esta idéia da religião ser assunto privado, gera o famoso laicismo, ou seja, a expulsão de todo argumento religioso no aspecto social. Sentimos isso na pele quando não liberam salas para os gous ou a realização de missas nos campi, mas os reflexos são muito maiores.

Cabe a nós, com o uso da fé e da razão, e também do coração, professarmos nossa fé com atos e palavras e proclamar de cima dos telhados: "Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na re-missão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém".
 
Quando nos demos conta, já havíamos estourado o horário em vinte minutos, mas isto não impediu que comêssemos o maravilhoso paõ de queijo da Thaís.

Agradecemos ao Renan, à Thaís e à Cecilia pela acolhida em sua casa.

Abração!

Feliz e santa Páscoa de Jesus e nossa!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os milagres de Jesus - parte 2: repensar a ressurreição, do Pe. Queiruga

Recebemos esta mensagem do querido Claudivan, coordenador nacional da formação dos profissionais:


Olá Leandro, olá pessoal, PAZ!!!!!
Puxa vida!!!!! que debate maravilhoso esse... gostaria muito de ter participado dessa reunião. Bom, não quero falar de 
em teoria do caos, 12 dimensões do universo, filme "homens de preto", física quântica, matéria e antimatéria, fractais, meu Deus do Céu... o que é tudo isso??????????? rsrsrsrs
Participando desse debate  e pensando nas diversas interpretações a respeito dos milagres de Jesus, acho que uma leitura que ultrapasse a literalidade dos textos bíblicos é fundamental nos dias de hoje. Nós fazemos isso o tempo todo, na verdade. É uma exigência para a inteligência da fé. Mas é importante  considerar que mudança de compreensão não significa  negação de uma realidade. Aliás, o REAL tem que ser, necessariamente, histórico? Na verdade, na maioria das vezes VER para os texto bíblicos é CRER. E aí eu pergunto: o que é mais importante em uma cura de "um cego": saber que ele pode agora ver  fisicamente ou que ele agora pertente à  comunidade dos crentes.  Questões como estas (e principalmente sobre a comprrensão a respeito da ressurreição de Jesus) são discutidas pelo teólogo  espanhol andrés Torres Queiruga em "Repensar a ressurreição" da editora paulinas.  Essa é uma leitura interessante para incrementar esse debate. Espero ter, modestamente, contribuido .
Grande abraço a todos....
Claudivan/GPP/Maringá


Nossa resposta:


Paz, pessoal!
Paz, grande Claudivan! 


seria muito legal se estivesse aqui conosco e desde já agradeço sua contribuição! Valeu mesmo!

Também creio que devemos ir além da literalidade, contudo isto não pode reduzir o absurdo da pessoa de Jesus e de suas palavras e ações.

Quando li seu e-mail lembrei daquela frase: "Creio porque é absurdo".

É absurdo que Deus nos ame,
É absurdo que Ele tenha se revelado,
É absurdo que Ele tenha se encarnado,
É absurdo que Ele tenha morrido e ressuscitado,
É absurdo que Ele esteja presente no Santíssimo.

A religião cristã é uma religião do absurdo porque Deus nos ama absurdamente!

Toda a conversa sobre os homens de preto foi porque o filme sempre fala que nós homens não temos idéia das dimensões do universo.

Não temos dimensão do poder de Deus. Aquele que criou todo o universo, com suas dimensões absurdas, entrou na história.

Isso é maluco!

As referencias físicas se devem aos físicos presentes no encontro e que disseram que acreditam em tanta coisa absurda tais como as elencadas no e-mail.

Achei o podcast do Pe. Paulo Ricardo sobre o Pe. Queiruga e sua visão da ressurreição bastante interessante e elucidativo:


Também há um artigo sobre o tema na revista 30 dias:


Por fim, a questão do cego. É importante que ele tenha se integrado à comunidade, mas, no contexto em que se encontrava, para ele deixar a sinagoga teria de ter encontrado algo fantástico! O messias! E este era reconhecido pelos sinais, que atestavam que agia em nome de Deus e com o poder de Deus.

Se Jesus fosse só um homem excepcional, não teria mudado o mundo em tres anos de ministério e com um discurso e uma ação que negava tudo o que o povo judeu esperava do Messias.

Um milagre não é algo que se esquece facilmente e suas testemunhas sempre o lembrarão com riqueza de detalhes.

Apesar dos evangelhos serem escritos muitos anos depois da morte e ressurreição de jesus - pelo 7q5 - cerca de uns 30 anos, eles espelham fatos, interpretados comunitariamente, mas fatos absurdos e fantásticos de amor!

E Jesus continua agindo hoje.

Cristo ressuscitou! Em verdade, ressuscitou!

Fraterno abraço!

Com Deus!

Leandro Costa

  

sexta-feira, 25 de março de 2011

Jesus fez milagres?

Queridos amigos e amigas,

Paz de Jesus!

"Não basta a leitura sem a unção, não basta a especulação sem a devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta a circuspeção sem o júbilo, o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humanidade, o estudo sem a graça."
São Boaventura

O tema de nosso GPP, ontem, foi "A Sagrada Escritura".

Conversamos sobre a pessoa de Jesus, como "a" Palavra de Deus, a definição do cânon bíblico, a diferença entre as bíblias católica e protestante, a questão da Tradição-Palavra- Magistério e o "sola escriptura", o valor e a unidade do antigo e do novo testamento, a importância da Bíblia na vida da Igreja e dos cristãos.

Duas questões suscitaram amplos debates:
1. Se o Espírito continua agindo na Igreja e nos cristãos por que não se inserem mais livros como canônicos na Bíblia?

Uma das tentativas de resposta foi que a cânon bíblico do novo testamento foi definido sobre o testemunho sobre Jesus, para revelar quem é Jesus, que é a Palavra definitiva e salvadora de Deus.   De forma, que hoje estariamos muito distantes para dar um testemunho sobre Jesus no seu contexto histórico. Tudo o que deveria ser dito por Deus foi dito em Jesus e as testemunhas históricas já o escreveram. Hoje, contamos com a tradição e o magistério para guardar, defender e aprofundar a verdade revelada. 

2. Seguiu-se, então, a questão sobre a historicidade dos evangelhos e, especialmente, sobre os milagres de Jesus. Hoje, vemos muitos discursos sobre que os milagres de jesus não foram bem aquilo, foram uma interpretação da comunidade, que os pães não foram multiplicados por jesus mas que a atitude dele suscitou a partilha, o mar vermelho não abriu, jesus não caminhou sobre as águas, entre outros. O que causa mais perplexidade e confusão é que este discurso vem dos nossos pastores. E aí, em que acreditar? Fomos enganados? Jesus é só uma pessoa boazinha e excepcional? um revolucionário? 
Se os milagres de Jesus, são sinais que autenticam que ele veio de Deus e age em nome e com o poder de Deus, como continuar crendo se os milagres não existem ou são só alegorias?
Se os milagres são alegorias, a ressurreição, o maior de todos os sinais, também o seria?

Para conversar sobre isso, entramos em teoria do caos, 12 dimensões do universo, filme "homens de preto", física quantica, matéria e antimatéria, fractais, ou seja, fomos longe.

Foi um momento muito especial o aprofundar-se em todas estas questões.

Lembrei de uma obra chamada "Mais que um carpinteiro", da editora betânia, muito boa nesse sentido, pois foi escrita por um historiador que queria refutar a historicidade da ressurreição. 

Josh McDowell pensava que os crentes eram todos “loucos”. Ele os depreciava; discutia com eles, argumentando contra sua fé. Mas, eventualmente, descobriu que tais argumentos não tinham consistência. Jesus Cristo realmente era Deus encarnado. Josh tornou-se um pregador nos meios universitários, desafiando à fé aqueles que eram tão céticos como ele próprio o fôra. Em “Mais que um Carpinteiro”, Josh focaliza a pessoa que transformou sua vida – Jesus Cristo. Trata-se de uma obra de cunho prático, para pessoas que estão duvidosas com relação à divindade de Cristo, sua ressurreição, ou suas exigências sobre elas.
Editora: Betânia

Encontrei este texto que pode ajudar bastante no nosso estudo:

Trata-se de um estudo bíblico-teologico sobre a multiplicação dos pães.

Também encontrei estes links sobre os temas:


  Recomendo o novo documento sobre a Palavra de Deus (Verbum Domini):

Sobre o que conversamos, vejam o que diz o documento no n. 35:
"b) A falta de uma hermenêutica da fé na abordagem da Escritura não se apresenta apenas em termos de uma ausência; o seu lugar acaba inevitavelmente ocupado por outra hermenêutica, uma hermenêutica secularizada, positivista, cuja chave fundamental é a convicção de que o Divino não aparece na história humana. Segundo esta hermenêutica, quando parecer que há um elemento divino, isso deve-se explicar de outro modo, reduzindo tudo ao elemento humano. Consequentemente propõem-se interpretações que negam a historicidade dos elementos divinos.[111]
c) Uma tal posição não pode deixar de danificar a vida da Igreja, fazendo surgir dúvidas sobre mistérios fundamentais do cristianismo e sobre o seu valor histórico, como, por exemplo, a instituição da Eucaristia e a ressurreição de Cristo. De facto, assim impõe-se uma hermenêutica filosófica, que nega a possibilidade de ingresso e presença do Divino na história. A assunção de tal hermenêutica no âmbito dos estudos teológicos introduz, inevitavelmente, um gravoso dualismo entre a exegese, que se situa unicamente no primeiro nível, e a teologia que leva a uma espiritualização do sentido das Escrituras não respeitadora do carácter histórico da revelação. 
Tudo isto não pode deixar de resultar negativo também para a vida espiritual e a actividade pastoral; «a consequência da ausência do segundo nível metodológico é que se criou um fosso profundo entre exegese científica e lectio divina. E precisamente daqui nasce às vezes uma forma de perplexidade na própria preparação das homilias».[112] Além disso, há que assinalar que tal dualismo produz às vezes incerteza e pouca solidez no caminho de formação intelectual mesmo de alguns candidatos aos ministérios eclesiais.[113] Enfim, «onde a exegese não é teologia, a Escritura não pode ser a alma da teologia e, vice-versa, onde a teologia não é essencialmente interpretação da Escritura na Igreja, esta teologia já não tem fundamento».[114] Portanto, é necessário voltar decididamente a considerar com mais atenção as indicações dadas pela Constituição dogmática Dei Verbum a este propósito".

Semana que vem, nosso tema será "a resposta do homem a Deus": http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s1c3_142-184_po.html

Abração!

Feliz e santa Páscoa de Jesus e nossa!

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Palavra de Deus - GPP 24/03/2011

Olá, amigos e amigas!

A Paz de Jesus!

A quem iremosSenhorSó tu tens palavras de vida eterna. (Jo 6,60-69) 

Hoje no GPP (19:15h, sala B5, da UNESP), meditaremos sobre a Palavra de Deus.

Segue um vídeo com a linda canção Tua Palavra, de  Martin Valverde.



Que a vida plena que vem da Palavra de Deus penetre em todo o nosso ser e em todas as áreas de nossa vida!

Para aprofundar os estudos, tirar dúvidas, recomendamos o site: www.veritatis.com.br

Recomendamos também os blogs
 


Segue a letra da canção em português:

Tua Palavra

Martín Valverde

Composição: Martín Valverde
Quando as forças se acabam 
E o andar se torna lento
Tua palavra é alimento 
Que renova a minh'alma
Quando me sinto perdido 
sem saber, pra onde ir
Tua palavra é quem me guia 
E indica o caminho
Por isso guia-me, alimenta-me, 
Cura-me, acompanha-me pra sempre
Pra sempre acompanha-me Senhor
Quando já perdi a calma
E enfermo está meu coração
Tua palavra é quem me unge
quem me cura e me levanta
Quando a solidão me atinge
E me sinto abandonado
Tua palavra é como um anjo 
Que consola e me acompanha

segunda-feira, 21 de março de 2011

Próximo encontro do GPP Ilha Solteira: A Sagrada Escritura 24/03 19:15h Sala B5 UNESP

Olá, amigos e amigas!

Paz de Jesus!

E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. I Jo 5,4b

Compartilho com vocês um vídeo onde vários músicos católicos cantam a profissão de fé, tema de nossas reflexões este ano:



Nos encontros anteriores do GPP (grupo de partilha de profissionais) refletimos sobre como o ser humano pode chegar ao conhecimento de Deus pela razão, sua vocação à comunhão com Deus, o modo como Deus se revelou, a história da salvação até a plenitude da revelação em Jesus Cristo e o modo como esta revelação foi transmitida e defendida até nossos tempos através da Tradição, da Palavra e do Magistério. 

Na próxima quinta, 24/03, 19:15h, na sala B5, da UNESP, refletiremos sobre a Sagrada Escritura.

Segue o link do texto do Catecismo:

E o texto sintetizado do Compendio:
A SAGRADA ESCRITURA
18. Porque é que a Sagrada Escritura ensina a verdade?
105-108 
135-136
Porque o próprio Deus é o autor da Sagrada Escritura: por isso ela é dita inspirada e ensina sem erro aquelas verdades que são necessárias para a nossa salvação. Com efeito, o Espírito Santo inspirou os autores humanos, os quais escreveram aquilo que Ele nos quis ensinar. No entanto, a fé cristã não é «uma religião do Livro», mas da Palavra de Deus, que não é «uma palavra escrita e muda, mas o Verbo Encarnado e vivo» (S. Bernardo de Claraval).
19. Como ler a Sagrada Escritura?
109-119 
137
A Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com a ajuda do Espírito Santo e sob a condução do Magistério da Igreja segundo três critérios: 1) atenção ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura; 2) leitura da Escritura na Tradição viva da Igreja; 3) respeito pela analogia da fé, isto é, da coesão entre si das verdades da fé.
20. O que é o cânone das Escrituras?
120 
138
O Cânone das Escrituras é a lista completa dos escritos sagrados, que a Tradição Apostólica levou a Igreja a discernir. O Cânone compreende 46 escritos do Antigo Testamento e 27 do Novo.
21. Que importância tem o Antigo Testamento para os cristãos?
121-123
Os cristãos veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus: todos os seus escritos são divinamente inspirados e conservam um valor permanente. Eles dão testemunho da divina pedagogia do amor salvífico de Deus. Foram escritos sobretudo para preparar o advento de Cristo Salvador do universo.
22. Que importância tem o Novo Testamento para os cristãos?
124-127 
139
O Novo Testamento, cujo objecto central é Jesus Cristo, entrega-nos a verdade definitiva da Revelação divina. Nele, os quatro Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, enquanto são o principal testemunho da vida e da doutrina de Jesus, constituem o coração de todas as Escrituras e ocupam um lugar único na Igreja.
23. Que unidade existe entre o Antigo e o Novo Testamento?
128-130 
140
A Escritura é una, uma vez que única é a Palavra de Deus, único é o projecto salvífico de Deus, única a inspiração divina dos dois Testamentos. O Antigo Testamento prepara o Novo e o Novo dá cumprimento ao Antigo: os dois iluminam-se mutuamente.
24. Qual a função da Sagrada Escritura na vida da Igreja?
131-133 
141
A Sagrada Escritura dá sustento e vigor à vida da Igreja. É para os seus filhos firmeza da fé, alimento e fonte de vida espiritual. É a alma da teologia e da pregação pastoral. Diz o Salmista: ela é «lâmpada para os meus passos, luz no meu caminho» (Sal 119,105). Por isso, a Igreja exorta à leitura frequente da Sagrada Escritura, uma vez que «a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo» (S. Jerónimo).

Link para uma síntese muito boa da CF-2011:

Forte abraço! Com Deus!

terça-feira, 15 de março de 2011

Em quem você crê? GPP 17/03 19:15h sala B5 UNESP

Olá, amigos e amigas!

Paz de Jesus!

Como estão? 

Próxima quinta, 17/03, continuaremos nossa caminhada de reflexão sobre a profissão da fé.

Desta vez, o assunto será "A revelação de Deus".

O mais belo da religião cristã é que o próprio Deus toma a iniciativa de vir ao nosso encontro: "Ele nos amou primeiro" (I Jo 4,19)!

Mergulhemos nessa imensa e poderosa realidade!

Seguem os links com os textos de apoio:
Parágrafos de 50 a 100

Ver Capitulo II da Primeira Secção.

Segue material interessante da Arquidiocese de Brasilia sobre a CF-2011

O que podemos fazer concretamente sobre o tema em nossa realidade?

Como é tratado o tema do meio ambiente na faculdade, nas repúblicas, nas disciplinas?

Como hoje 15/03 é o dia do consumidor, seguem links sobre consumo sustentável:

Quaresma
Retiro quaresmal pelo twitter -metodologia inaciana:

Olha que beleza isso aqui:

O retiro popular do Dom Alberto. Será que tem na secretaria da Paroquia?

Abração!

Com Deus!

Rumo à Páscoa com Cristo!